quinta-feira, 9 de agosto de 2012

AMOR JOVEM


Paola Leiria Duarte



Em uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, morava Roberta e Pablo, eles eram dois adolescentes. Roberta tinha 15 anos, tinha longos cabelos castanhos e olhos castanhos escuros. Pablo tinha 16 anos, cabelos castanhos e olhos castanhos esverdeados.



 Eles eram muito amigos, mas depois de um tempo a amizade virou amor e eles estavam começando a se apaixonar de verdade. Eles ficavam todas as tardes juntos, pois ele ia todos os dia na casa dela, não importava o que acontecesse, ele ia até a casa dela.



Um dia, sem mais nem menos, Pablo foi muito grosso e levantou a voz com Roberta. Ela levou um susto muito grande, pois ele nunca havia falado com ela daquele jeito, mas ela e sua mãe  decidiram fazer ele levar as coisas dele embora e Roberta por mais mal que ficasse, pediu para que ele não voltasse mais. Roberta ficou triste e por estar magoada não voltou atrás.



Depois de praticamente uma semana, os dois se encontraram novamente e Pablo pediu desculpa para Roberta dizendo que nunca mais faria aquilo de novo e Roberta o perdoou.



Pablo levou um tempo, mas conseguiu reconquistar Roberta, eles começaram a se encontrar menos, pois os dois tinham várias atividades para fazer, com isso eles se encontravam uma duas vezes por dia no máximo. Os dois estavam se acertando e estavam muito bem, mas com o tempo, Pablo começou a ficar estranho e a gritar mais com Roberta e então ela decidiu acabar com ele e mandou ele embora e  desta vez  foi definitivo.



Pablo foi embora e Roberta ficou na cidade. Três anos depois, Pablo voltou para a cidade e ele e Roberta se encontraram, ele contou a ela que estava casado e tinha dois filhos. Roberta ficou pensativa e quando Pablo perguntou o que ela fazia, ela respondeu que ainda estava estudando e que ajudava sua mãe a cuidar da família. Depois de muito conversarem eles se despediram e Roberta ficou pensando como ele havia mudado, mas que agora também já era tarde demais, ele era casado, mas ela nunca ia esquecer o quanto gostava dele.

O MISTÉRIO DO SOBRADO


                                                                                                     Angelo Gomes

Rodrigo Righi Santiago

       

            Tudo começou quando um casal de turistas se perdeu do seu caminho e acabaram chegando a uma cidade, no interior, com aproximadamente cinco mil habitantes.

            Quando perceberam estar chegando perto da cidade, por volta das dez horas da noite, o carro começou a dar problema e decidiram parar na estrada. O marido desceu do carro para buscar ajuda e avistou um sobrado, cujas paredes estavam muito sujas e davam a impressão de ser muito velhas. Nesse momento, começou a chuviscar e para resolver logo o problema bateu na porta. Após esperar um tempo, ninguém atendeu e ele resolveu voltar para o carro.

            Quando o marido entrou no carro, viu uma luz atrás da casa e tentou empurrar o carro, já que era uma descida. Uma mulher que passava de moto para a cidade viu o casal dentro do carro tentando entrar no sobrado.

            No outro dia, não se teve mais notícias do casal e a mulher que tinha visto eles se preocupou, pois naquele sobrado morava um homem, cujo nome ninguém sabia, que botava medo na cidade. Ela chegou a pensar em uma ilusão dela, pois com a chuva, passou muito rápido e não tinha certeza do que realmente viu.

            Logo depois dessa incerteza, ela sai de casa para esquecer todo o acontecido. Quando andou duas quadras, escutou duas senhoras de idade conversando sobre um carro que foi achado queimado perto da cidade.

            Com isso não restou mais dúvidas e logo foi avisar seu marido do que ela tinha presenciado na noite passada. O marido achou estranho, mas como confiava na mulher, aceitou ir à próxima noite até o sobrado e tentar descobrir o que aconteceu com o outro casal.

            Quando se aproximava a noite, eles decidiram ir até o sobrado. A mulher avisou a sua mãe que não voltaria tão cedo para casa com o marido. A mãe sem saber de nada, disse estar tudo bem e então o casal seguiu para o seu destino. Aconteceu o mesmo com eles.

            No outro dia cedo, sem notícias da filha e o marido dela, a mãe se preocupou e avisou a polícia. Foi aberta uma investigação, mas nunca foi concluído nada e a filha nunca mais apareceu.

            Depois do acontecido, vários outros desaparecimentos aconteceram na cidade, mas nunca ninguém suspeitou do homem do sobrado.

O TRAFICANTE


Luís Marcondes Carvalho Martins



João, 15 anos, era muito pobre. Ele não tinha pai e morava em São Paulo com sua mãe Isadora e mais dois irmãos, o Pedro e o Juca. A sua mãe trabalhava em um salão de beleza, mas ela não ganhava muito dinheiro, por isso João, que era o irmão mais velho, tinha que ajudar a mãe, por isso ele sai vender os pastéis que sua avó Matilde fazia. Ele vendia no sinal e tirava um dinheirinho para ajudar a sua mãe, mas mesmo assim não era suficiente, tinha dias que eles não tinham nada para comer.

            Por isso, João meio frustrado, começou a roubar e vender as suas mercadorias para conseguir comprar comida para colocar na mesa. Ele tinha praticado vários roubos em casas e mercados, até que um certo dia ele foi pego pela polícia. Como ele era de menor, a sua mãe foi chamada para a delegacia para que ele fosse liberado. A sua mãe ficou muito brava com ele e disse que não queria que aquilo se repetisse. Mas, mesmo assim, ele continuou roubando, até mesmo quando atingiu a maior idade. Parecia que ele ficava cada vez pior e começou a praticar assaltos à mão armada e quando completou 19 anos, foi pego pela polícia novamente e condenado à sete anos de prisão. Durante esse tempo que ele passou lá, a sua mãe se casou com um homem muito e rico, que deu uma boa vida a ela e para seus irmãos.

Quando saiu da prisão, foi logo procurar a sua mãe, que o expulsou de sua casa. Ele, muito bravo com isso, foi logo procurar seus amigos para praticar roubos e assaltos. Ele, vendo que aquilo não ia dar muito lucro, começou a vender drogas e comprou casa e carro. Como aquilo dava muito lucro, começou a investir mais e acabou se tornando um dos maiores traficantes de drogas de São Paulo, até que um  certo dia foi pego novamente pela polícia. Ele passou um ano na cadeia e conseguiu fugir e foi procurar a sua mãe. Chegando lá, disse várias coisas para sua mãe, inclusive que ela era culpada por ele ser preso e enfurecido sacou uma arma e matou a sua mãe e o esposo dela. Com medo de ser preso, se escondeu na casa de seu irmão Pedro, passou dois dias lá, até ser pego pela polícia e acusado por assassinato. Ele voltou para o presídio, onde foi morto a tiros por guardas.

Os seus irmãos ficaram com toda a herança do esposo de sua mãe Isadora e ficaram muito ricos e se casaram e tiveram vários filhos.


AMOR DE PRIMAVERA

 
Lucas Dutra Do Amaral De
Menezes
                                                                                                                       


Numa tarde de domingo, para ser mais preciso, dia 23 de Setembro, o início da primavera. O céu estava parcialmente nublado, mas mesmo assim não fazia com que Jhony B. tirasse os seus olhos de sua nova vizinha que tinha cabelos pretos e compridos, com olhos esverdeados e pele branca que parecia a mais fina neve do inverno que acabará há algumas horas atrás.

Entrou em sua casa e foi para o seu quarto. Ligou o computador e colocou Dust In The Wind do Kansas para tocar, naquele momento ele se viu pensando novamente em sua linda vizinha, ele tirou seus tênis e se deitou lentamente sobre a cama relaxando seu corpo. Neste mesmo momento toca a campainha, Jhony B., enfurecido, se levanta, vai atender a porta. Quando ele abre é sua nova vizinha perguntando se ele poderia mostrar o bairro para ela. O nome de sua vizinha é Susie.

Ele mal podia acreditar que estava caminhando com ela, que parou de olhar para onde estava indo, pois estava encantado com o brilho de seus olhos e se chocou com uma placa de "PARE". Ela riu e deu um beijo na testa de Jhony B. Jhony e Susie caminharam por algumas horas. Retornando para suas casas, eles olharam para o céu e avistaram a linda lua levemente tapada por uma nuvem. Susie segura a mão Jhony B. E o beija, neste momento como um ato Divino, começa a chover levemente e um rádio na sacada de um sobrado tocava Who'LL Stop The Rain do Creedence Clearwater Revival.

O "caso" dos dois jovens se tornou algo sólido, um verdadeiro “Amor de Primavera”, mas para seu azar ela era dois anos mais velha e se formaria daqui mais alguns dias e talvez ele nunca mais veria sua amada novamente. Os últimos dias de Primavera foram os melhores de sua vida, pois Jhony B. e Susie ficavam juntos, o máximo do tempo juntos.

"Mas tudo o que é bom dura pouco". No dia 21 de Dezembro,  início do verão e a formatura de Susie, Jhony B. estava com febre de 40ºC e não poderia ir a formatura de Susie. Mas por volta de 01:30 AM, Jhony B. coloca seu terno e sai rapidamente de casa, apanhou umas flores e foi à formatura. Ainda estava febril, mas isso não o impediu de ver sua amada mais uma vez. Chegando lá, entrega as flores a Susie, suavemente beija os lábios dela e os dois dançaram até às 07:30  AM.

Os meses se passaram rapidamente. Susie saiu da cidade para fazer sua faculdade. Jhony B. e Susie terminaram o namoro. Mas Jhony B. nunca esqueceu o brilho dos olhos de Susie, toda vez que estavam juntos e Susie nunca se esqueceu dos beijos e abraços de Jhony B.
              

A VINGANÇA


Liliane Luz Cortes

Era final de tarde em uma cidade do interior de Minas Gerais, quando Guilherme entra em um mercado. Como já era final de expediente, só estava o gerente. Logo que ele entra no mercado é assaltado e o gerente é morto com três tiros.

Guilherme vai socorrer o gerente, e fica todo sujo de sangue, logo chega a polícia. Quando os policiais veem Guilherme sujo de sangue e o gerente caído no chão, logo o prendem.

Algum tempo depois ele foi julgado e condenado a trinta anos de prisão. Durante o tempo que esteve preso ele só recebia visitas de seu advogado, que fazia investigações sobre os assaltantes que haviam roubado o mercado.

Ele só pensava em se vingar de quem tinha colocado ele na cadeia. Depois de anos investigando, ele descobriu quem eram os assassinos que tinham o colocado na cadeia.

Algum tempo depois, ele sai da cadeia e vai atrás de seus inimigos. Descobre que era o chefe de uma quadrilha que traficava drogas no interior do país. Se juntou a quadrilha, mas sempre informava a polícia sobre todos os passos da quadrilha. Não demorou muito para a polícia prender todos.

Mas Guilherme não foi preso, fugiu do Brasil alguns dias antes, mas voltou depois para ver seus inimigos presos e também pagando pelo assassinato do gerente. Guilherme se sentiu melhor depois que tudo acabou.

A RECOMPENSA


Jonison Garcia



            Um fazendeiro, muito simples e humilde, que se chamava Antonio da Silva, morava em uma pequena fazenda no interior de Mato Grosso do Sul.

            Certa vez, em um dia chuvoso, um homem muito rico que se chamava Marcio Cesar Rodrigues, passava por uma estrada de chão batido na qual Antonio morava, mas o carro dele estragou e como estava chovendo muito forte ele não tinha como voltar para casa ou mesmo ligar para um mecânico. Antonio ofereceu abrigo para Marcio, deu-lhe comida e roupas secas, e pediu para que sua esposa arrumasse uma cama para que Marcio pudesse descansar.

            No dia seguinte, a chuva já havia parado, Marcio ligou para o mecânico, que consertou o carro. Marcio agradeceu muito a Antonio por ter o acolhido e disse que um dia ele seria muito bem recompensado, por aquele ato tão bonito que ele havia feito.

            Anos se passaram,  até que um dia Antonio ficou sabendo que Marcio havia morrido por uma doença no coração. E teve uma admirável surpresa, Márcio havia deixado toda a sua fortuna, estimada em dez milhões de reais para Antonio.

            Antonio ficou muito feliz, pois aquele homem que ele ajudou, dera-lhe uma ótima recompensa.

A RECOMPENSA


Jonison Garcia



            Um fazendeiro, muito simples e humilde, que se chamava Antonio da Silva, morava em uma pequena fazenda no interior de Mato Grosso do Sul.

            Certa vez, em um dia chuvoso, um homem muito rico que se chamava Marcio Cesar Rodrigues, passava por uma estrada de chão batido na qual Antonio morava, mas o carro dele estragou e como estava chovendo muito forte ele não tinha como voltar para casa ou mesmo ligar para um mecânico. Antonio ofereceu abrigo para Marcio, deu-lhe comida e roupas secas, e pediu para que sua esposa arrumasse uma cama para que Marcio pudesse descansar.

            No dia seguinte, a chuva já havia parado, Marcio ligou para o mecânico, que consertou o carro. Marcio agradeceu muito a Antonio por ter o acolhido e disse que um dia ele seria muito bem recompensado, por aquele ato tão bonito que ele havia feito.

            Anos se passaram,  até que um dia Antonio ficou sabendo que Marcio havia morrido por uma doença no coração. E teve uma admirável surpresa, Márcio havia deixado toda a sua fortuna, estimada em dez milhões de reais para Antonio.

            Antonio ficou muito feliz, pois aquele homem que ele ajudou, dera-lhe uma ótima recompensa.

UMA HISTÓRIA DE AMOR


Carolina Nascimento de Matos
Gabriel Barbieri Lena


            João era militar, trabalhava no 4º RCB, em São Luiz Gonzaga. Era casado com Eusefa. Já era sargento, um cargo de uma certa forma elevado.

Certo dia, mais precisamente quatro de janeiro de dois mil e dez, houve um grande terremoto no estado do Haiti, de magnitude 7,8 na escala Reicher, onde todos os países se mobilizaram para ajudar, inclusive o Brasil.

João e Eusefa passavam por uma difícil fase econômica, precisavam de dinheiro, o salário do marido era insuficiente e foi ai que João recebeu uma carta:

“Sr. João, como sabe houve um grande terremoto no Haiti. O Brasil está mandando soldados para ajudar, e você foi selecionado. Se tiver interesse de ir nesta missão de paz, fique organizado para a saída de Porto Alegre às 7hs do dia dez de janeiro de dois mil e dez”.

No primeiro momento, João disse não, pois era uma missão perigosa, porém quando ele leu a última parte da carta teve uma surpresa:

 “PS: Os voluntários receberão como ajuda o valor de vinte mil reais”.

Agora esta pequena parte havia balançado os pensamentos de João. A primeira coisa que fez foi falar com sua esposa e acabou decidindo por ir à missão de paz.

Passaram-se alguns dias até que chegou a hora de partir. João foi até Porto Alegre e seguiu para a base militar de lá,  onde se despediu de Eusefa e se foi naquele pássaro gigante.

Lá, conheceu Amarildo, um tenente de outro batalhão, que estava ajudando a resgatar uma pessoa dos escombros. Os dois se conheceram melhor se tornaram amigos.

Já havia se passado um mês desde que João havia partido. Eusefa já morria de saudades, mas estranhamente naquele dia Eusefa estava sentindo uma dor muito forte no coração. Enquanto isso, João e Amarildo tentavam resgatar uma senhora embaixo de uma fiação elétrica e quando eles menos esperavam um fio arrebentou e iria cair em cima da pobre senhora, porém  João pulou na frente da senhora e acabou morrendo. Nesse exato momento, Eusefa, na sua casa, caiu no chão, morta. Morreu no mesmo momento que seu marido, de um ataque cardíaco.

A PEDRA DO SLENDER


Filipe  Reichert

            Luiz estava com depressão e se envolveu com drogas, enquanto sua irmã Sara estava em uma festa com um garoto recém conhecido, Jack. Os dois jovens se interessaram um pelo outro, e passaram a noite juntos. Era uma noite fria, sombria e sem estrelas.

            Depois da festa, Jack e Sara se despediram e foram para suas casas. Algumas semanas se passaram sem os dois se reencontrarem, mas um sentimento mais forte começou a surgir em Jack. Sara, pelo contrário, gastava toda sua vida no computador, sem se importar com qualquer pessoa que ela conhecia, nem mesmo com seu irmão Luiz, que ficava pouco tempo em casa e não dizia o que fazia durante o dia.

            Jack, não conseguindo esquecer Sara, decidiu dar uma volta pela cidade para se acalmar. Ao passar pela igreja, o pastor o chamou de maneira estranha. A princípio ele pensou que o pastor fosse pedófilo, mas se convenceu a ir. O pastor revelou a Jack um baú com uma pedra misteriosa dentro, e disse que a máfia estava atrás dela e que apenas Jack poderia protegê-la.

Nisso, um carro da máfia estacionou na frente da igreja e os mafiosos a invadiram. Um deles matou o pastor, e Jack imediatamente correu com a pedra. O mafioso era Luiz, que para pagar suas dívidas com drogas teve que participar de atos criminosos da máfia, pois não tinha dinheiro.

            Ao retornar ao esconderijo da máfia, Luiz avisou que não conseguiram a pedra. O líder da máfia, conhecido como Slenderman ficou enfurecido e mandou prenderem Luiz em um quarto escuro, sujo e sem ventilação.

            Slenderman enviou dois mafiosos para avisar a Sara que Luiz foi sequestrado e só seria solto se ela encontrasse a pedra e a levasse para os mafiosos. Sara não sabia o que fazer, mas estava desesperada. Ela voltou para o computador, que estava usando antes de saber da tragédia, e viu que Jack postou no Facebook uma foto da pedra com a descrição:

            “RIP Pastor Menezes, foi morto pela máfia ao me dar esta pedra.”

            Sabendo que a pedra estava com Jack, Sara foi pedir sua ajuda. Ela falou sobre o Slenderman, a máfia e o sequestro de Luiz. Mas Jack não se convenceu a ajudar, pois estava revoltado com Sara, que não se importava com ele quando ele precisava dela. Sara foi embora mais desesperada ainda.

            Minutos depois, o pai de Jack chegou em casa. Os dois se odiavam, não faziam nada juntos e nem mesmo conversavam. Jack estranhou o modo em que seu pai olhava para a pedra. Ele começou a questionar Jack sobre a pedra, enquanto Jack tentava disfarçar. Quando seu pai começou a pressioná-lo e a querer tomar a pedra, Jack descobriu que ele era o Slenderman que Sara havia dito.

            Jack fugiu de casa com a pedra, mas seu pai colocou todos os membros da máfia atrás dele. Jack passou pela casa de Sara e viu que estava cheio de policiais por perto. A mãe de Sara havia chamado a polícia para procurar Luiz. Então Jack correu para encontrar Sara, mas foi visto por um mafioso e levou um tiro nas costas. Sara e os policiais viram, e houve um grande tiroteio entre a polícia e a máfia.

            Com a maioria dos mafiosos mortos, os que restaram fugiram e o tiroteio acabou. Quando os policiais correram para resgatar Jack, descobriram que ele estava curado, sem nenhum ferimento ou marca de tiro. A pedra  se tratava da Pedra do Slender, que possuía poderes místicos de cura. Sara ficou feliz ao ver que Jack estava bem, e a pedra foi levada pela polícia para análises.

            Através da informação dada por um mafioso capturado, a polícia localizou o esconderijo da máfia e invadiu o local em busca de Luiz. Jack e Sara esperavam notícias do lado de fora, com alguns policiais de vigia. Dois disparos foram ouvidos, e em seguida a polícia voltou com duas notícias para Sara e Jack.

            - A boa notícia é que acertamos o primeiro tiro no Slenderman. A má notícia é que não esperávamos que ele se teleportaria antes do segundo tiro e que Luiz estaria bem atrás dele.

            O Slenderman nunca Mais foi localizado, mas acredita-se que hoje vive escondido em uma floresta escura sequestrando todos que passam por lá.

A MINHA VIDA


Felipe Kontarski Ibrahim



Meu nome é Felipe Kontarski Ibrahim. Me chamo Felipe devido ao técnico de futebol Luiz Felipe Scolari que na época do meu nascimento treinava a equipe do Grêmio. Tenho 15 anos e irei fazer 16 no próximo ano no dia 28 de maio. Moro com minha mãe e com minha cadela chamada Mel.

Eu estudo na escola Rui Barbosa – IERB, estou no primeiro ano do ensino médio e com certeza no fim do ano estarei passado e assim seguir minha caminhada escolar. Estou na turma 101. No começo não gostei dela  e queria trocar, mas acabei me acostumando e assim conhecendo pessoas novas e fazendo amizades.

A minha atividade predileta é o Futebol, porém pratico vários esportes como Jiu-jítsu, Handebol e Vôlei. Não costumo assistir televisão e também não sou de ler vários livros, mas sei que é preciso ler diariamente, pois quem pratica a leitura acaba adquirindo muito conhecimento.

No futuro pretendo fazer uma faculdade de medicina para ter uma boa vida, mas para isso tenho que me dedicar primeiramente na escola, para depois pensar nessas coisas.

VALENTIN E MARIA


       Amanda Radeski
Danieli Rodrigues

Maria era uma jovem muito pobre e sonhadora, sua mãe estava muito doente, então ela resolveu começar a trabalhar para ajudar em casa. Ela começou a trabalhar na fazenda do coronel Valentin, um homem muito charmoso e muito rico, casado com a dona Desiré. Maria logo se encantou com o coronel, mesmo ele sendo bem mais velho que ela, ele nem a notou e aquele encanto dela com o tempo foi se tornando amor.

Certo dia Maria foi ao rio para se refrescar, Valentin estava passando por lá, e resolveu se refrescar também, chegando lá viu a linda Maria, ele a viu de uma forma diferente, começou analisar os traços do seu rosto e as curvas do seu corpo, então ele se aproximou e falou:

-Nunca tinha reparado no seu lindo olhar, você é muito bela!

-Ah, muito obrigada seu coronel.

Encantado ele se aproximou, colocou a mão em seu rosto e a beijou, um beijo lento e apaixonado. Quando eles se afastaram, olharam-se e Maria assustada saiu correndo dali, sabendo que o que aconteceu não estava correto. Valentin saiu correndo atrás dela e gritou:

-Maria, espere! O que aconteceu?

-Isso não esta certo, você é casado.

-Mas você não gostou do nosso beijo? Não valeu a pena?

Maria não resistiu, olhou para trás e foi ao encontro de Valentin, o abraçou por alguns segundos, e ele falou:

-Agora preciso ir, mas venha amanhã aqui nesse mesmo horário, preciso te ver novamente.

Maria estava muito confusa, não sabia se iria novamente ao encontro com Valentin, mas estava cega de amor e seu coração falou mais alto e resolveu ir.

No outro dia, nos mesmo horário estavam os dois lá no rio, eles ficaram um bom tempo por lá, e só voltavam ao anoitecer.

Dias se passaram, e eles continuaram se encontrando às escondidas. Até que um dia, Maria resolveu romper com aquele relacionamento, pois sabia que aquilo não estava certo, e que cada dia que passava ela ia amar mais Valentin e sofrer demais. Ela pediu demissão da casa  e saiu porta fora. Valentin sem entender nada saiu atrás dela para tirar satisfação.

-Maria porque esta fazendo isso com nosso amor? 

-Esse  amor é só uma ilusão, aonde eu só vou me machucar, não quero mais isso pra mim, chega.

Ela foi embora,  rumo à cidade. Chegando lá, uma linda mulher fez uma proposta pra ela, para trabalhar no seu cabaré. Maria confusa, não sabia o que fazer, mas como estava sem dinheiro agora, resolveu aceitar, pois a proposta era muito boa. O que Maria não sabia é que Valentin frequentava aquele cabaré. E a surpresa foi grande quando ele chegou e foi diretamente falar com ela. Ele foi ao seu encontro e apavorado e também muito brabo falou:

-Mas o que significa isso? Me deixou para trabalhar num cabaré?

-Você não tem nada que ver com isso, saia daqui!

-Não saio daqui sem te levar comigo!

-Então espere sentado, não vou ser mais uma boba apaixonada por você, uma tola que você só enganou falando que iria ficar só comigo, sei que nunca deixara Desiré.

- Você não sabe dos meus sentimentos.

- Ah é, e que sentimento é esse? Pena!

- Não, amor. Maria, eu te amo!

Maria, chocada com aquilo baixou a cabeça, pediu para que ele saísse dali. Valentin saiu sem dizer uma palavra, mas certo do que iria fazer, terminar seu casamento com Desiré e assumir de vez seu grande amor por Maria, e foi o que fez. 

Valentin na mesma noite voltou para o cabaré para buscar sua amada:

-Maria, meu amor, voltei para te buscar e dessa vez é pra valer.

Maria, surpresa com aquela atitude, sorriu e foi ao encontro do seu amado, os dois se abraçaram e deram um beijo apaixonado.

Valentin pediu-a em casamento ali mesmo, e propôs sair daquela cidade para começar uma nova vida. Eles se casaram, tiveram uma linda família e ficaram juntos até o fim de suas vidas.


TRISTE ILUSÃO


Daniela Leite de Oliveira

Suzana, moça linda de 17 anos, namorava há um ano com Miguel, um rapaz que antes mesmo de eles começarem a namorar, ela sabia como ele era festeiro e infiel, mas tinha a ilusão de que depois que eles começassem a namorar ele mudaria de uma hora pra outra por amor a ela. O que, aos olhos dela, realmente aconteceu.

Eis que um dia, uma de suas amigas resolve contar certas coisas que ficou sabendo, coisas que seriam o término de qualquer namoro, porém Suzana mais do que apaixonada, não acredita em uma palavra sequer do que sua amiga Bruna contou a ela. Iludida, acha toda essa história um absurdo e acusa Bruna de ter inventado, assim afastando-se da amiga.

Passado um tempo, Miguel continua do mesmo jeito e Suzana já não é a mesma pessoa, só vive para ele, e ele para ela e outras. Suas amigas não aguentam mais ficar sem poder contar nada, sabendo que se contassem não iria ter resultado algum, já que Suzana só quer inimizade de quem fala mal de seu namorado. O tempo vai passando, as amigas vão levando, se sentindo mal por não contar, mas não suportam a ideia de perder a amizade de Suzana, e se contassem isso ia acontecer.

Até que um dia Suzana descobre que está grávida de dois meses. Conta super feliz para as amigas, ela sempre quis um filho, ainda mais de Miguel, o ‘’grande amor de sua vida’’. Suas amigas ficam tensas, mas felizes pela felicidade de Suzana.

Tudo passa super bem, até que no sexto mês de gravidez, Miguel foge, deixando Suzana sozinha para criar seu filho. Só assim elsegue acreditar em suas amigas e ver que tudo o que ela viveu foi ilusão.

As coisas pioram quando Suzana ganha bebê e descobre que tem AIDS, sendo assim, não poderá amamentar seu filho Samuel. Devido ao amor incondicional de mãe, ela conhece uma mulher que se torna sua amiga e que também ganhou bebê dois dias antes que ela, e a ajuda não só amamentar, mas dá dicas de como tratar essa doença sem cura, pois sua irmã também possui.

Assim, Suzana vai levando a vida e promete nunca mais acreditar em homem nenhum.

O PASSADO DE JOHN SMITH


Daniel Marques de Azevedo
Victor Daniel Oliveira da Silva

Maio de 1890, deserto do Arizona, Estados Unidos. John Smith um homem de passado desconhecido viaja pelo país, em suas viagens para descobrir seu passado, cruza por campos desconhecidos, onde vê uma placa Indicando a cidade de Mallestone City. Assim John pega seu cavalo e vai para a cidade.

Chegando lá ele vai para o Empire Saloon aonde chega ao garçom e mostra um colar para o garçom. John pergunta de quem é, e o garçom responde que é de uma mulher da cidade.

John vai a casa dessa mulher e ela fala para ele que sabe quem é o seu pai e ela lhe mostra um baú com uma fechadura bem diferente das outras.

Voltando ao saloon John pergunta ao garçom onde encontrar o homem de uma foto que John carregava em seu bolso. O garçom respondeu que era Matt Smith pai de John Smith e ainda fala que a última vez que ouviu falar de Matt foi quando ele matou o irmão do prefeito de Star, uma cidadezinha próxima dali. John vai em direção a cidade e quando ele chega lá ele pergunta  a um homem onde fica a prefeitura, o homem lhe responde e ele continua sua viagem.

Na porta da prefeitura John vê um pôster de procurado com a foto de Matt e ele lê o pôster, o pôster estava dizendo que Matt era um criminoso por promover revoltas contra o governo. John vai embora e quando está saindo  da  cidade  descobre que Matt foi morto já faz quatro semanas e ninguém sabia onde estava o corpo, também escuta que Matt não era um criminoso e sim um rebelde contra uma organização chamada Seita que queria dominar os Estados Unidos e que teria sido morto pelos capangas do prefeito da cidade de Star.

Ao descobrir tudo isso ele se dirige a prefeitura para vingar seu pai, só que não seria tão fácil, pois o prefeito tinha muitos capangas. Assim John vai a um negociante de armas e pega algumas informações, John descobre o esconderijo dos rebeldes e vai buscar ajuda lá ele consegue amigos para enfrentar o prefeito e os capangas.

Para não se denunciar muito, eles vão a noite e matam alguns capangas a facadas só que um deles vê de cima de uma das casas e avisa a todos e John e os rebeldes começam a atirar contra os capangas começando um intenso tiroteio com balas para todos os lados e enquanto os rebeldes estavam lá fora John vai atrás do prefeito e com um tiro no braço John consegue tirar a pistola que o prefeito havia pegado.

John descobre que a mulher que ele havia conversado em Mallestone era uma integrante da Seita. Depois John vê um objeto que se encaixa em um objeto que ele carregava na mochila e descobriu que era uma chave. Depois disso John não se esqueceu do que tinha ido resolver, pegou a pistola do prefeito e descarregou nele.

Os rebeldes já sabendo que John era filho de Matt seu ex-líder, resolvem escolher John como seu líder na luta contra a Seita.

John volta para Mallestone City e percebe que a mulher tinha ido embora, mas que ela não havia levado o baú, John percebeu também que aqueles objetos que formavam uma chave abriam o baú. John abriu o baú e olhou tudo principalmente o diário de Matt que dizia um monte de coisas, mas pouco sobre o passado de John. Ele também descobre que a mulher era sua madrasta e por não querer envolver John com a Seita foi embora, e também descobre que o nome dela era Elizabeth.

Ele resolve ir atrás de Elizabeth, vai ao bar e pergunta novamente ao garçom onde a mulher havia ido, o garçom só responde que ela foi em direção a River City. John com pressa vai a nova cidade, mas no meio do caminho foi atacado por bandidos, levou dois tiros e caiu do cavalo. Ao se acordar não sabia onde estava ele tinha dormido durante quatro dias e reconhece o lugar onde estava, era uma tribo de índios Apache que o encontraram e cuidaram de seus ferimentos.
John estava indo ver os índios que o salvaram quando um índio apareceu e falou que John era um dos que sobreviveram ao ataque e haviam sumido vários anos antes, ouvindo o que o índio falava John descobriu que não era filho de Matt e sim de uns índios Apache e que Matt ficou como sendo o pai de John porque o índio e uma grande parte dos índios Apache haviam morrido no ataque dos bandidos a aldeia. John assim descobre seu passado e segue seu rumo não para desvendar o passado, mas sim para construir um futuro.

SOPROS DO DESTINO


Clarice Benvegnu



Uma garotinha loira, com seus cachos soltos, olhos verdes e pele clara, sempre querendo descobrir o “irreal” sem medo, embora decidida ficava com suas bochechas vermelhas sem motivo. Sim, esta sou eu, Clarice Marques Ferreira Benvegnu, com meus 14 anos.

 

Nasci e morei em São Luiz Gonzaga até meus 7 anos, como meu pai morava em outra cidade por causa do seu trabalho e minha mãe trabalhava durante a manhã e a tarde, fui cuidada pela minha vó.

  

Quando me mudei para Cacequi, em 2006, não sabia se estava no caminho certo e os ventos sopravam ao contrário, ou se meu destino era em São Luiz Gonzaga mesmo. Única coisa certa eram minhas lágrimas toda noite, talvez por falta dos meus amigos, ou apenas por não saber como reagir.

  

Logo tudo mudou, com o tempo fiz vário amigos, e muitos permaneceram até hoje, e alguns se distanciaram com o tempo. Minha infância e o começo da adolescência vivi lá. Momentos inesquecíveis, desde as brincadeiras mais simples até experiências para minha vida.



Lá na cidade onde morava participei da Invernada Artística do CTG, fui 1ª Prenda do CTG por quatro gestões, participei da Banda Marcial CEPALA do colégio onde estudava por 3 anos, sendo baliza mor, e participei da faze estadual do Soletrando no ano de 2010.



Mas como eu citei antes “não sabia se estava no caminho certo e os ventos sopravam ao contrário, ou se meu destino era em São Luiz Gonzaga mesmo”, notei que o destino reservava algo para mim. No dia 26 de maio de 2012, voltei a morar aqui, os amigos que com o tempo me separei, reencontrei, e conheci novos amigos.



E é aqui que eu continuo minha história, um pouco mais responsável por estar me preparando para vestibular e faculdade, mas sem esquecer dos amigos e das loucuras juntos, afinal, só é feliz quem tem lembranças boas para se orgulhar.



                                                                                       

UMA LEMBRANÇA E UM ARREPENDIMENTO


          Braiane Lopes Gorski

           Eu era uma menina jovem, não conhecia as coisas da vida. Aos 14 anos tive o meu primeiro namorado, conheci ele na escola, quando estava na 8ª série, eu estava apaixonada, e ele era mais velho que eu, tinha 17 anos. Mas por ele ser mais velho, meus pais não me deixavam namorar com ele, foi então que eu e ele resolvemos fugir para ficarmos juntos.

Quando saímos de casa, não tínhamos ideia para onde iríamos, pegamos a avenida e fomos andando até cansarmos. Depois de uma hora e meia caminhando, começou a chuviscar, então vimos um galpãozinho abandonado e entramos lá para esperar a chuva parar.

Já era noite, não sabíamos se alguém estava preocupado conosco, mas a cidade era grande, demoraria para alguém nos encontrar aqui.

Era uma noite fria, e não tínhamos como nos esquentarmos, fomos tentar dormir, e como estava frio ficamos bem juntos. Como ele era mais velho, ele queria mais que apenas beijos, mas eu me achava muito nova pra saciar os desejos dele, mas não queria decepcioná-lo. Ele começou a tirar sua roupa, e  já veio tirar a minha também, fiquei sem saber o que fazer, e ele me falou ‘feche os olhos e deixe comigo’. Eu achei o máximo o que ele estava fazendo.

A noite passou e quando amanheceu estava um lindo dia, o sol radiando no alto, parecia ser meio dia quando acordamos. Estávamos com fome, então com o dinheiro que tínhamos compramos algo para nós comer. E continuamos andando, a procura de um lugar para ficarmos.  

Lembro exatamente de tudo o que aconteceu, e como ele morreu, de uma doença rara e sem cura, 3 meses depois daquela noite.

Eu sentia enjoos e desejos estranhos, não sabia o que estava acontecendo. Sozinha, voltei para minha casa, e tive medo de contar para minha mãe tudo o que acontecera. Minha mãe ficou muito feliz quando me viu, mas ficou com raiva também, por ter sumido por tanto tempo sem dar noticias.

A partir daí eu voltei a estudar e recuperar todo o tempo perdido. Muitas noites eu passava em claro, pensando e sentindo saudades dele.

Minha mãe percebeu o que estava acontecendo comigo, e decidiu que íamos ao médico. Ela ficou furiosa, querendo saber o que tinha acontecido, contei tudo pra ela. Passou algum tempo e minha barriga estava bastante crescida, o bastante para perceberem o que se passava.

Fiquei em casa por um bom tempo, até que resolvi ficar escondida, fui morar pra fora com minha avó até isso ter um fim.

Hoje eu tenho 18 anos, e uma filha de 4. Me arrependo de ter fugido de casa e não ter escutado meus pais. Aguento as consequências pois amo minha filha. 

A MUDANÇA DE UMA VIDA


Amanda Pereira
Camila Soares
Gabriela Pizzuti


Estela é uma menina que mora com a mãe em Aracaju. Quando Estela completa dezesseis anos, sua mãe decide se casar pela primeira vez, depois da se separar do seu pai Milton.

Com a rebeldia comum da idade, e mais a notícia do novo casamento da mãe, Estela resolve ir morar com o pai no interior de Minas Gerais.

Milton era militar e como a cidade era muito pequena todos o conheciam. Desde o momento que chegou. Estela sabia que sua vida e rotina iriam mudar afinal aquela cidade não possuía os lugares que frequentava com os amigos em Aracaju. Ela estava no segundo ano do Ensino Médio, e já no primeiro dia de aula fez vários amigos, pena que essas amizades não iriam lhe fazer bem.

Junto com os novos amigos, começou a frequentar festas onde nada era proibido e, por causa da cabeça fraca ou até mesmo por curiosidade experimentou drogas. Sabia que o que estava fazendo não era certo, mas a vontade no momento foi maior.

Mas ela continuava assim, os mesmos amigos e as mesmas festas, com tudo que se tinha direito. Milton, apesar de saber, não tinha controle sobre a filha já que pouco conviveram.

As coisas só começam a mudar quando Marcelo, uma garoto que já tinha passado por isso e que era seu colega, começou a se aproximar e passou a ajudá-la a ser a menina que era antes. Eles passavam a maior parte do tempo livre juntos. O tempo passou, a amizade cresceu e Marcelo, enfim conseguiu tirar a menina daquela turma que só a fazia mal.

Eles começaram a namorar, mas escondido, porque Marcelo dizia que era melhor assim, mas na verdade ele queria desse jeito porque já tinha uma namorada que estava em um internato fora da cidade.

Depois de um tempo, Estela descobre e termina com Marcelo. Mesmo amando ele, ela se convenceu que seria melhor voltar morar com sua mãe, e que se fosse para ficar junto algum dia, eles se encontrariam. Optando assim por si mesma, afinal ficando ali ela iria se machucar.

DESAPARECER


Renata Rodrigues Marques



Um, dois, três. Era o tempo suficiente para os holofotes de acenderem e direcionarem-se para o pequeno ponto no centro do palco. Era branco cor de neve e estavam o cobrindo com um manto vermelho como o sangue que jorra de alguém que acabara de levar um tiro. Tão leve frágil e natural que poderia tranquilamente ser confundida com uma folha ao vento. A música se iniciara, abrindo caminho para um “sissone” maravilhoso e três incríveis “fouettés”. E apesar de o teatro estar abarrotado nada mais parecia atrair a atenção do universo. As estrelas se curvavam a ela e a sua mágica. À franzina folha branca e vermelha rodando em cima de suas sapatilhas desgastadas.

Então as luzes se apagavam e o tudo era nada e o nada uma enorme parte do tudo. No escuro, o orgulho de si mesma era demonstrado em forma de lagrimas que desciam tranquilamente pela face rosada, misturando-se com a exaustão. E mesmo cansada depois de sair dali ela se contentaria apenas com uma garrafa d’água e um beijo na testa da mulher que a deu a luz. Apesar de sua ultima opção não existir.

Ela saia dali e então olhava para o reflexo no espelho tentando enxergar-se, desistindo logo depois, desfazendo o coque na cabeça para deixar os cabelos cor-de-fogo suados caírem por sobre os ombros e contrastarem com a pele e os olhos azuis escuros que puxavam para um cinza, e moveu o corpo saindo da pequena sala em direção a qualquer espaço em que pudesse ser ninguém.

Adentrou ali com muita calma, piscando algumas vezes para se acostumar com a pouca luminosidade, e faria o mesmo com as orelhas se pudesse, para privar os ouvidos do contato brusco com o som pesado que houvesse de fundo. O forte cheiro de cigarros e bebidas a deixava tonta e sem pedir licença penetrava em suas roupas. Com um sorriso satisfeito nos lábios partiu em direção ao bar, o que desintencionalmente a fazia atravessar o pub e a permitia colher mais informações do local. 

E ria e dançava e bebia e se apaixonava seis vezes antes das onze e cinquenta e nove e sem saber o que valia ou não a pena ela ia se tornando mais uma e mais única. Ficou por ali até sentir que estava na encruzilhada entre a terra do nunca e o país das maravilhas e então rumou para casa. Esta se encontrava em um dos subúrbios da cidade, e assim como todas as outras do quarteirão era branca com os telhados e janelas marrons. Conseguiu torcer a chave e encontrou a maçaneta, dando um enorme suspiro antes de gira-la. Ela já sabia o que iria encontrar do outro lado da porta.

Como o previsto, lá estava a velha poltrona estofada que lhe parecia tão macia agora que sentia que poderia tranquilamente atirar-se ali e dormir, se a mulher não estivesse sentada sobre ela. A expressão era rígida, as olheiras profundas e apesar de ter marcas de seus quarenta e poucos anos era fácil notar que as duas eram mãe e filha.

- Ora, ora.  – Bateu palmas a mulher, levantando-se da poltrona e pondo-se na frente da garota com um sorriso completamente irônico e descrente na face. Ela sabia que a outra estava com o discurso perfeitamente preparado em sua mente. Não tinha como fugir. – Estava aqui pensando por onde andava a minha adorável filha, que desapareceu depois do concerto mais importante da sua vida. Eu também acho que ela gostaria de me agradecer porque eu fui bem convincente na minha desculpa de que ela estava indisposta para se juntar aos diretores da Royal Academy of Dance. ESCOLA PARA QUAL ERA IRÁ AO OUTONO E PESSOAS QUE SE ELA TIVESSE UM PINGO DE JUIZO ESTARIA TENTANDO AGRADAR. – Sua voz ainda era calma, mas havia aumentado consideravelmente o tom.

Um silêncio agonizante se instalara na sala de estar. A jovem olhava para um quadro na parede, uma pintura dela dançando quando tinha seus três anos. A vida inteira ela havia sido aquilo e ponto. Sem discussões. Ela também de certa forma amava o que fazia e sentia que não poderia viver para outra coisa. Mas a mãe era doentia e nunca achava que ela era boa o suficiente, mesmo depois de ter sido aceita nas três melhores escolas de balé do mundo. Não era o bastante. Ela tinha que ser perfeita. Um anjo. E ela até tentara. Jurara e aceitara isso calada. Mas de uns tempos pra cá apenas queria se descobrir e não estava dando certo do jeito que as coisas iam indo. Ela não era uma marionete.  Provaria isso.

- Tudo bem, mamãe. Eu peço desculpas e lhe agradeço. Não irá acontecer novamente. Vou para cima tomar um banho e descansar. Amanhã acordo cedo para treinar. – Disse sem expressão, com a mínima vontade. Não adiantava discutir, esperou-a consentir e subiu as escadas. Sempre fora a mesma monotonia, sempre seria.

Cansada, estava se arrastando até seu espaço quando passou pelo quarto do irmão e sentiu algo como um aperto no coração. Entrou analisando cada parte dali, desde os bonecos até a bateria no fundo do lugar. E então, encontrou-o mergulhado em sonhos, tão pequeno e frágil com seus cinco anos de idade, tão doce para um mundo cruel como aquele.

- Sinto muito. Eu te amo. – Abaixou-se, escutando as batidas do seu pequeno coraçãozinho e sussurrou depositando um pequeno e demorado beijo em sua testa quente, retirando-se dali logo depois.

Dois dias haviam se passado e ela estava de malas prontas no aeroporto esperando seu vôo para Praga ser chamado. E à medida que se aproximava do portão de embarque mais tranquila ela se sentia. Poucos minutos a separavam da liberdade. Finalmente, virando-se para trás, encarando o rosto da pequena criança que lhe mandava um beijo com as mãos e que seria certamente o único ser que lhe faria falta, soltou um sorriso amigável. Ela estava provando que era forte demais para ser manipulada.

E então, algumas horas depois, ela se fora. Fora voando, livre, como queria. Dizem que dança lindamente no céu, junto com as estrelas. Cadente. Olhando pelo pequeno irmão. Para sempre.


O PREÇO DA TRAIÇÃO


Vanessa Dalenogar dos Santos


Isabela era uma garota de 15 anos, com cabelos castanhos escuros e olhos cor de mel. Morava numa casinha humilde em São Paulo, com a mãe Zilda, pois seu pai havia morrido num trágico acidente quando ela tinha 11 anos. Era pobre, mas estudava numa das melhores escolas da cidade. Era uma garota de poucas amizades, ali na escola só tinha como amiga Priscila, que diferente dela era rica e vivia na mordomia. As outras amigas eram do Paraná, da cidade onde ela morava até a morte de seu pai. Uma delas era Letícia, que era sua amiga desde os quatro anos, e que apesar da distância nunca haviam perdido contato, sempre teclavam no msn, e no celular.

Ela confiava muito em Priscila, sempre compartilhava suas tristezas e alegrias com ela, mas o que ela não sabia é que Priscila não era tão confiável nem amiga como ela imaginava, ela andava com Isabela só para atrair olhares e cantadas dos meninos da escola. Isabela além de muito bonita, encantava muitos com sua simplicidade e graciosidade, e isso era tudo o que Priscila não tinha.

A escola onde a menina estudava era composta por estudantes que pertenciam a famílias nobres, eram poucos os humildes como ela, por isso ela era muito julgada, além de não andar em baladas, não tinha uma família conhecida, nem bem sucedida, sua mãe trabalhava muito para dar uma vida estável para ela, já que criava a moça sozinha desde os seus onze anos. Ela era muito admirada pelos garotos do 3º ano do ensino médio, mas só um deles, mexia com seu coração. Era Bernardo, um moço alto, cabelos claros, e olhos azuis.

No recreio Isabela sempre sentava num banco cor-de-rosa, em frente ao parquinho da escola, e foi numa manhã de segunda-feira que falou pela primeira vez com Bernardo, ele chegou lindo e charmoso como sempre, puxou conversa, e eles conversaram como dois velhos amigos. Isabela não conseguia esconder seu sorriso, foi correndo contar para Priscila, que não gostou nada do que ouviu, já que sempre foi afim do gato, mas fingiu felicidade para não fazer com que a amiga desconfiasse.

Alguns dias se passaram, Bernardo e Isabela se aproximaram muito, e foi numa tarde ensolarada de sexta-feira que ela recebeu um convite dele, para irem dar um passeio pela cidade, ela, claro, aceitou na hora. Foi aí que rolou o tão esperado primeiro beijo, muito romântico. Eles tomaram sorvete, andaram na praia, riram, cantaram. Já estava anoitecendo quando o inesperado aconteceu, Bernardo pediu Isabela em namoro, parecia cena de filme, ela com uma cara de espantada, perplexa e sem reação, somente depois de alguns segundos que ela começou falar, e falou, abriu seu coração, falou de tudo, que era afim dele a muito tempo e que não esperava que aquilo acontecesse, mas o mais importante, aceitou seu pedido. Os dois se despediram com beijos calorosos e apaixonados, e ela foi embora feliz, mas pensativa, com um pouco de medo, pois lembrava-se que nunca Bernardo havia namorado alguém, ele não costumava firmar compromissos, mas então resolveu pensar que ela era privilegiada, que ele gostava mesmo dela.

A primeira coisa que a garota fez, foi contar pra amiga Priscila, que ficou espantada e se mordendo de inveja, mas foi falsa, como sempre. Bernardo passou a freqüentar a casa de Bela, mas ela se sentia meio mal com sua presença lá, pois sabia que a casa dele era muito mais bonita, que seu quarto tinha tudo, e que tinha várias serventes, mas procurava pensar no amor que os dois sentiam, que era mais forte, que tudo.

Dona Zilda, não aprovava muito o tal namoro, porque começou notar diferença em sua filha, notou que ela parecia querer ser outra pessoa, era mais respondona, mais maldosa, não era mais simples como antes, e tinha certeza que o culpado era o novo namorado.

Seis meses se passaram, e Priscila estava decidia que iria separar Bernardo e Isabela, definitivamente. Seu plano estava bolado, e foi num lindo sábado de sol que ela entrou em ação. Mandou um torpedo para Bela como se fosse Bernardo, marcando um encontro na casa dele naquela tarde. Priscila sabia que os pais de Bernardo estavam viajando e que só estavam as cozinheiras em casa, então deu um jeito de entrar pelos fundos. Muito cautelosa, pôs no suco da tarde de Bernardo um “boa noite cinderela”, e esperou que a emprega levasse para ele tomar, enquanto isso ficou escondida no banheiro. Bernardo apagou-se, e Priscila invadiu seu quarto, tirou o vestido azul que vestia, ficando só de lingerie, tirou também a camiseta de Bernardo, se deitou ao seu lado, como se fossem um casal de pombinhos apaixonados, e esperou que Bela chegasse. Ela chegou, viu a cena e ficou sem expressão, parecia que o mundo havia desabado, e tivessem tirado dela, seu chão. Ela chorou muito, ficou depressiva pensando que tinha sido traída pelo namorado e pela melhor amiga.

Isabela mudou mais ainda, se transformou numa pessoa sem coração, e prometeu vingança. Vingou-se, e da pior forma. Certo dia, com sua vingança já bolada, pegou o revólver que seu velho pai escondia no armário, foi ao lugar onde marcou com os dois, e matou. Com um só tiro em cada um, acabou com a vida do amado, da sua falsa amiga, e por fim, botou o cano do revólver na sua própria cabeça e atirou, sem dó e sem medo. Três jovens mortos. É, às vezes o preço de uma traição, é caro. Muito caro.