Braiane Lopes Gorski
Eu era uma menina jovem, não conhecia as
coisas da vida. Aos 14 anos tive o meu primeiro namorado, conheci ele na
escola, quando estava na 8ª série, eu estava apaixonada, e ele era mais velho
que eu, tinha 17 anos. Mas por ele ser mais velho, meus pais não me deixavam
namorar com ele, foi então que eu e ele resolvemos fugir para ficarmos juntos.
Quando
saímos de casa, não tínhamos ideia para onde iríamos, pegamos a avenida e fomos
andando até cansarmos. Depois de uma hora e meia caminhando, começou a
chuviscar, então vimos um galpãozinho abandonado e entramos lá para esperar a
chuva parar.
Já
era noite, não sabíamos se alguém estava preocupado conosco, mas a cidade era
grande, demoraria para alguém nos encontrar aqui.
Era
uma noite fria, e não tínhamos como nos esquentarmos, fomos tentar dormir, e
como estava frio ficamos bem juntos. Como ele era mais velho, ele queria mais
que apenas beijos, mas eu me achava muito nova pra saciar os desejos dele, mas
não queria decepcioná-lo. Ele começou a tirar sua roupa, e já veio tirar a minha também, fiquei sem saber
o que fazer, e ele me falou ‘feche os olhos e deixe comigo’. Eu achei o máximo
o que ele estava fazendo.
A
noite passou e quando amanheceu estava um lindo dia, o sol radiando no alto,
parecia ser meio dia quando acordamos. Estávamos com fome, então com o dinheiro
que tínhamos compramos algo para nós comer. E continuamos andando, a procura de
um lugar para ficarmos.
Lembro
exatamente de tudo o que aconteceu, e como ele morreu, de uma doença rara e sem
cura, 3 meses depois daquela noite.
Eu
sentia enjoos e desejos estranhos, não sabia o que estava acontecendo. Sozinha,
voltei para minha casa, e tive medo de contar para minha mãe tudo o que
acontecera. Minha mãe ficou muito feliz quando me viu, mas ficou com raiva
também, por ter sumido por tanto tempo sem dar noticias.
A
partir daí eu voltei a estudar e recuperar todo o tempo perdido. Muitas noites
eu passava em claro, pensando e sentindo saudades dele.
Minha
mãe percebeu o que estava acontecendo comigo, e decidiu que íamos ao médico.
Ela ficou furiosa, querendo saber o que tinha acontecido, contei tudo pra ela.
Passou algum tempo e minha barriga estava bastante crescida, o bastante para
perceberem o que se passava.
Fiquei
em casa por um bom tempo, até que resolvi ficar escondida, fui morar pra fora
com minha avó até isso ter um fim.
Hoje
eu tenho 18 anos, e uma filha de 4. Me arrependo de ter fugido de casa e não
ter escutado meus pais. Aguento as consequências pois amo minha filha.
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